Libertadores 2019 teve time brasileiro campeão!

E o Brasil teve sua representação na final da libertadores e levou a taça pra casa! Um time brasileiro foi campeão da libertadores! E o time que foi campeão da taça libertadores no ano de 2019, em cima do time Ferroviárias, no Equador, foi o Corinthians. No dia 28 de outubro o futebol feminino trouxe o troféu da Copa Libertadores.

Enquanto no masculino temos a tensão por conta dos protestos no Chile, ameaçando o andamento da final entre Flamengo e River Plate, o feminino já foi decidido, com dois gols no segundo tempo, marcados por Crivelari e Juliete, o Corinthians se torna bicampeão da libertadores do feminino.

Libertadores
Fonte: Imagem Internet

Contudo, se você pensa que apenas no masculino houve um clima de tensão externa, ameaçando o andamento da final, está errado.

Crise no Equador

Após cortes no subsídios de combustíveis, feitos pelo governo do Equador, distúrbios colocaram cerca de 700 pessoas na cadeia e dezenas de policiais feridos. Não muito diferente da paralisação dos caminhoneiros no Brasil, no sentido de ruas sem trânsito, negócios fechando as portas cedo, e isso ocorrendo em diferentes pontos do Equador.

Após um empréstimo de 4,2 bilhões pego no Fundo Monetário Internacional (FMI), o presidente equatoriano, Lenín Moreno, realizou o corte em subsídios dos combustíveis, alinhado ao empréstimo. As manifestações começaram, com direito, inclusive, à gás lacrimogêneo disparado para dispersar centenas de manifestantes, perto do palácio presidencial, como também, barricadas nas ruas, feitas com pneus em chamas e pedras lançadas em autoridades.

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Os jogos

O país parou, mas, nem mesmo a greve pode parar o Corinthians, com 5 vitórias e 1 empate, um saldo de 12 gols, em 6 jogos. A 11° edição da Copa Libertadores feminina, que aconteceu em Quito, capital do Equador, contou com 16 equipes, sendo 2 delas representantes brasileiras, Ferroviária e Corinthians.

Sob o comando do técnico Arthur Elias, o Corinthians segue em sua campanha histórica, conquistando a incrível marca de 43 partidas seguidas sem nenhuma derrota, contendo 40 vitórias e 3 empates, superando a marca de 42 jogos sem derrota em 2018.

Ferroviária começou a edição deste ano em grande estilo, com uma vitória esmagadora de 10 x 01 em cima do time boliviano Mundo Futuro, contudo, não conseguiu manter a performance, terminando o torneio em segundo lugar, com um saldo de 11 gols, 4 vitórias, duas derrotas, uma de 2 x 1 contra o Cuenca, e na final por 2 x 0 contra Corinthians.

Futebol feminino

A história do futebol feminino no Brasil teve início ainda nos anos 20, sendo divulgadas de forma tímida, nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Norte. Na década de 40, ainda longe de grandes ligas e campeonatos, sofrendo de grande preconceito, por ser um esporte considerado violento e ideal apenas para homens, era praticado em periferias, sem nenhum registro de uma seleção

Contudo, ainda na década de 1940, mudanças começaram a ocorrer, havendo jogos femininos no Pacaembu e o que era pra estimular a prática do esporte, acabou provocando uma revolta social gerando resultando na proibição em 1941, embora o futebol não fosse citado nominalmente no decreto. Ainda em 1941 surge o Conselho Nacional de Desportos (CND), sob o Ministério da Educação. Em 1965 houve o detalhamento da proibição, com uma nova publicação do decreto-lei, devido a boatos de jogos femininos ocorrendo de forma clandestina.

Fonte: Imagem Internet

Em 1979, a proibição acabou, com a revogação da lei. Sendo regulamentado em 1983 permitindo que fossem criados calendários, utilizar estádios, ensinar nas escolas e, então, torneios começam a ser organizados. Em 1988, na China, a Fifa realizou um torneio experimental.

A primeira Copa do Mundo aconteceu em 1991, com a CBF apoiando a seleção feminina, de forma muito tímida e simples. Com menos de um ano de preparação, a zagueira Elane foi a primeira a marcar um gol para o Brasil em torneio FIFA, contudo o Brasil foi eliminado na primeira fase.

Atualmente, o Brasil tem em sua seleção a jogadora eleita o maior número de vezes como a melhor do mundo, Marta, que fez sua estreia em Copas do Mundo em 2003 e, após tantos empecilhos, desvalorização, barreiras e proibições que se ergueram, a final da Copa Libertadores com dois times brasileiros mostra que as barreiras se levantaram apenas para cair e que não há barreiras que nossas jogadoras não consigam superar!

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