Skate Olímpico – Conheça mais sobre essa nova modalidade

Com manobras arriscadas e um sentimento de liberdade, o skate faz adeptos no mundo todo. Inclusive, é considerado um esporte para todas as faixas etárias. A novidade, no entanto, não está no fato de que esse se tornado um esporte olímpico . No entanto, o skate olímpico ainda gera dúvidas, já que ele iria estrear em 2020, ano em que a competição foi adiada. 

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A nossa ideia com essa matéria é mostrar o que é o skate olímpico e quais serão as regras que serão usadas na próxima edição dos jogos olímpicos, que acontecerá em 2021, conforme o novo calendário que foi divulgado recentemente pelos organizadores. 

E há curiosidades sobre o skate que pouquíssima gente sabe. Por exemplo, aqui no Brasil, o esporte é considerado o 7º entre os preferidos dos brasileiros. Então, antes mesmo de a gente contar sobre o esporte como modalidade olímpica, vamos entender a história dele no país. 

A história do skate

O esporte surgiu durante os anos 60 na Califórnia. E o mais curioso é que veio da vontade de surfistas de se manterem ativos em dias em que as ondas não estavam boas. Então, sem onda para surfar, a ideia foi criar um esporte que fosse praticado nas ruas, no chão.

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Skate Olímpico - Conheça mais sobre essa nova modalidade
Foto: (reprodução/internet)

Tanto é que a princípio o nome do esporte era sidewalk surfing ou simplesmente “surf de calçada”. E o skate você sabe: é uma prancha com rodas.

Logo, em 1965 os primeiros modelos de skates surgiram no mercado americano. Foi nesse ano também que começou a se pensar em campeonatos para o esporte. E assim iniciou-se a trajetória do esporte, cada vez mais conquistando adeptos, na maioria jovens. 

Partindo dessa história, alguns bons anos depois, em 2016, o Comitê Olímpico Internacional aprovou o skate como uma das novas modalidades dos jogos olímpicos para a próxima edição, que acontecerá em Tóquio, no Japão. 

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A mesma decisão incluiu outros esportes na listagem de novos integrantes dos jogos, como o próprio surf, a escalada, o caratê e o beisebol. Abaixo, vamos falar mais do skate como esporte olímpico, antes disso, porém, entenda mais da profissionalização do skate.

A profissionalização do skate

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Foto: (reprodução/internet)

Mesmo com tanta história, que vem lá dos anos 60, saiba que skate é um tipo de esporte que foi considerado contracultura por longa data. No entanto, essa resistência perdeu força em 1995, quando a ESPN, emissora de TV, criou o X-Games, uma competição de esportes radicais.

Esse foi o primeiro impulso para a profissionalização do esporte no mundo todo. No ano de 2004, durante uma competição que aconteceu na Alemanha, foi criada a International Skateboarding Federation, que conta também com a Confederação Brasileira de Skate hoje. 

Desde então o dia 21 de junho é marcado como o Dia Mundial do Skate. 

No Brasil, os primeiros passos foram dados na Gávea (RJ) e depois em Nova Iguaçu (RJ), que foi sede da primeira pista de skate do Brasil e da América Latina. Em 1986, o time brasileiro de skatistas ficaram em 5º lugar no Mundial do Canadá. 

Bob Burnquist

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Foto: (reprodução/internet)

Aqui, vale a pena trazermos uma menção ao nome mais conhecido entre os skatistas brasileiros. Bob é uma referência em todo país, sendo nascido no Rio de Janeiro, ele começou a andar de skate aos 11 anos e se tornou profissional aos 14 anos. 

Foi o primeiro brasileiro a vencer o título mundial, no ano de 1995 e hoje é o maior medalhista dos X-Games de todos os tempos, com um total de 30 medalhas, sendo 15 de ouro. 

Apaixonado pelo esporte, ele tem uma rampa no quintal de casa. Aliás, uma rampa não, ele tem o maior complexo de rampas do mundo, chamado de Dreamland (Terra dos Sonhos). Atualmente, é o presidente da Confederação Brasileira de Skate.

Além de Bob, outra referência que temos por aqui é o Mineirinho, apelido dado à Sandro Dias.

O skate nas Olímpiadas

Assim, as categorias são para homens e mulheres e nas versões park e street. Há ainda diferentes níveis de dificuldade. No entanto, o COI acabou deixando de fora outras modalidades conhecidas como o half pipe, o vertical, a mega rampa, etc. 

Ainda assim, sem dúvidas, o esporte vai aparecer nos próximos jogos como aquele que tira o fôlego do espectador, exatamente como é nos campeonatos. No próximo tópico, a gente vai falar um pouco mais das modalidades que estarão disponíveis nos próximos jogos.

A modalidade street do skate

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Foto: (reprodução/internet)

Essa primeira modalidade é a mais conhecida de todas. Afinal, é a base essencial para quem pratica o esporte. Então, no skate a pessoa poderá simular e vencer obstáculos, como ruas, escadas, rampas, corrimões. É justamente aqui que está o grande desafio.

Historicamente, essa modalidade vem desde o final dos anos 70, também nos Estados Unidos. A gente encontrou, na internet, a fala da Pâmela Rosa, que é uma skatista conhecida no Brasil e que explica bem essa modalidade. Leia.

“O street é basicamente na rua, né? Então, colocaram uns obstáculos de rua dentro da pista. Assim, é preciso ter mais técnica e dá para pensar um pouco mais antes de fazer a manobra.

A modalidade park do skate

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Foto: (reprodução/internet)

Essa outra variável que estará disponível nos jogos olímpicos de Tóquio é mais nova e mais moderna. Assim, conta com a complexidade de se fazer transições no ar, acima de 3 metros de altura. Há ainda elementos da rua, como obstáculos. A ideia é fazer várias manobras. 

Assim, a ideia é que essa modalidade seja mais “montada”. Ou seja, é algo que os skatistas pensaram antes de fazer. Logo, cada um dos participantes possui 45 segundos para fazer as melhores manobras, buscando o melhor desenho da pista, diz o skatista Pedro Barros.

Curiosamente, a pista de park une todas as outras modalidades em um único lugar. Então, é chamada de pista democrática. Assim, o skatista precisa ser versátil para se dar bem nesse lugar. Ao menos, é isso o que garante o skatista Mineirinho.

Dessa forma, a gente concluir que a principal diferença entre as modalidades olímpicas de skate está nos obstáculos e não, necessariamente, na pista. 

A classificação para as Olímpiadas 

Os interessados pelo esporte devem considerar que, como em todo esporte, haverá uma classificação para sabe quem serão os atletas selecionados a irem para a competição mundial. 

Ao todo, para todos os países, serão 80 vagas, sendo divididas igualmente entre o público feminino e masculino, e também entre as modalidades disponíveis. 

Assim, cada país poderá indicar três atletas para cada modalidade. Porém, para isso, eles precisam estar entre os 20 melhores do ranking mundial após o fim da segunda janela de pontuação, que acontece um ano antes do evento. 

O que quer dizer que a 3ª vaga não fica garantida porque com base nas regras dos jogos é preciso ter ao menos um representante de cada continente. Logo, se um skatista de algum continente ficar abaixo das 20 primeiras posições, ainda assim ele poderá ser classificado.

O ranking

Quanto ao ranking classificatório para as Olímpiadas, ele será organizado pela World Skateboarding, que é da World Skate. Assim, haverá o reconhecimento de campeonatos nacionais, continentes e mundiais. E os pontos serão contabilizados em ordem de importância. 

Considerando essa ordem de importância, a gente tem: os campeonatos mundiais, os eventos pro tour, os eventos 5 estrelas, os campeonatos continentais e os campeonatos nacionais. 

Até antes do início da pandemia e mudanças nas regras e nas datas do evento, o Brasil já tinha listado alguns possíveis nomes para os jogos. Por exemplo, a Pâmela Rosa e a Rayssa Leal, que foram as campeãs do Mundial de Street. Além da Letícia Bufoni.

Já na modalidade park, entre as mulheres, os nomes cotados eram de Dora Varella, Isadora Pacheco, Yndiara Asp, Victoria Bassi e Letícia Gonçalves.

Do lado do street masculino, os nomes mais prováveis eram de Kelvin Hoefler, Giovanni Vianna, Carlos Ribeiro e Felipe Gustavo. E na modalidade park,  Luizinho Francisco (vice-campeão mundial) e Pedro Quintas (que foi o 3º colocado). Pedro Barros também.

A última chance

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Foto: (reprodução/internet)

Como mencionamos acima serão 2 janelas de classificação para os jogos olímpicos. A primeira acabou em setembro de 2019. A outra foi adiada pela Covid-19 e agora deve terminar em 29 de junho, poucos dias antes do início da competição internacional em Tóquio.

Assim sendo, em resumo, confira os nomes de quem ainda disputa as vagas.

  • Street Feminino: Gabriela Mazetto, Isabelly Ávila, Letícia Bufoni, Pâmera rosa, Rayssa Leal, Virginia Fortes
  • Street Masculino: Carlos Ribeiro, Felipe Gustavo, Giovanni Vianna, Kelvin Hoefler, Lucas Rabelo
  • Park Feminino: Dora Varella, Isadora Pacheco, Leticia Gonçalves, Victoria Rassi, Yndiara Asp
  • Park Masculino: Hericles Fagundes, Luiz Francisco, Mateus Hiroshi, Murilo Peres, Pedro Barros, Pedro Quintas

Assim sendo, o ranking final, que vai considerar a somatória das notas, está aguardando o evento Oi STU Open, que acontecerá em junho.

A estreia do skate nas Olímpiadas

Conforme a remarcação do COI, a estreia do skate nos jogos olímpicos está marcada para o dia 25 de julho na modalidade street masculino. No dia 26 do mesmo mês, é a vez do street para mulheres. O park vai acontecer nos dias 4 e 5 de agosto. Todos serão no Ariake Urban Sports Park, em Tóquio.