Veja 10 jogadores que saíram de comunidades pobres do Rio de Janeiro

Sabe aquela história de que o futebol é surpreendente? Esse artigo é uma prova real disso. Você vai ver uma lista com 10 nomes de super jogadores de futebol que vieram de situações pobres, humildes e em alguns casos precárias.

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É aquela coisa de não ter dinheiro para ir treinar ou para almoçar, sabe? Mas, hoje, vendo esses atletas dentro de campo não dá para não se emocionar. São histórias de luta e de sucesso!

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Foto: (reprodução/internet)

10 – Lucas Santos (Para-Pedro)

Vamos começar com um nome que não é tão conhecido como os que vem abaixo. No entanto, ele merece um destaque. Lucas Santos é uma promessa do futebol brasileiro atual. Ele foi criado na comunidade de Para-Pedro, revelado pelo Vasco e eleito o melhor da Copinha. 

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Foto: (reprodução/internet)

Foi convidado para treinar com a seleção e logo se mudou para a Rússia, para ser um nome importante no CSKA Moscou. Lucas é amigo de um monte de pessoas que foram mortas no Rio de Janeiro, em confronto com policiais.

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“A maioria dos jogadores de futebol saiu se baixo. Mas, poucos buscam se informar sobre política. Eu resolvi me aprofundar porque muita coisa estava em jogo para quem vem do mesmo lugar que eu vim”, disse Lucas em entrevista. Vale dizer, que ele é um ativista negro, que gosta de rap.

9 – Vinícius Júnior (Abolição)

Você conhece o novo craque do Real Madrid, não é? Mas, nem todo mundo sabe o que ele esconde na sua história. Filho de família humilde, ele foi morar em Abolição com o tio para reduzir a distância do campo do Flamengo, onde ele começou a treinar em 2006.

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Foto: (reprodução/internet)

Em 2009, porém, não passou no teste de futsal do Flamengo. Em 2010, passou na peneira no campo, também no Flamengo. Assim, ele iniciou a sua história no futebol. Sendo que em 2017 se profissionalizou e em 2018 estava com a camisa do Real Madrid.

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O Vini tem só 20 anos hoje é um símbolo carioca que faz sucesso em solo espanhol.

8 – Marcelo (Xerém)

O Marcelo, conhecido mundialmente, sendo um dos jogadores de futebol com mais seguidores no Instagram, nasceu em 12 de maio de 1988. Ele teve a primeira chance na escolinha de futsal da colônia de férias do Exército.

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Foto: (reprodução/internet)

Depois, passou nas categorias de base do Fluminense e o seu avô o levava de carro para Xerém, em um Fusca de 1975 que foi comprado em 2000 com o dinheiro que ganhou no jogo do bicho. Chegou a ir treinar sem almoço por várias vezes.

Mas, a superação dele contou o seu sucesso. Após passar pelo Fluminense profissional, ele foi transferido para o Real Madrid, da Espanha, onde contou a maior parte da sua história no futebol, até ser reconhecido como o número 6 da seleção brasileira

7 – Philippe Coutinho (Rocha)

É mais uma história de um menino pobre que cresceu em condomínios e tinha o dinheiro contado para sobreviver. O Coutinho é de junho de 1992 e foi criado no Rocha, na zona norte. Com apoio de toda a família, ele conseguiu encontrar no futebol a sua melhor resposta.

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Foto: (reprodução/internet)

Começou aos 6 anos na escolinha de futsal do Clube dos Sargentos do Rio de Janeiro. Em pouco tempo, foi para o time de Mangueira e assim disputou um torneio de futsal. Foi artilheiro, reconhecido e contratado pelo Vasco, seu primeiro clube profissional. 

Depois, a história dele foi toda de sucesso, passando pelo Internazionale (Itália), Liverpool (Inglaterra) e Barcelona (Espanha). Hoje, é visto como um jogador-chave para a seleção brasileira. 

6 – Thiago Silva (Santa Cruz)

O zagueiro da seleção brasileira, Thiago Silva, é um dos principais nomes que contam essa história de sucesso. Ele nasceu em 22 de setembro de 1984 e foi criado no bairro de Santa Cruz, que fica na Zona Oeste, a menos de 100 metros da entrada da favela.

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Foto: (reprodução/internet)

Ele sempre se viu como uma criança feliz, apaixonada por pipas e futebol. Mas, jamais deixa de lado as lembranças negativas, como os tiroteios entre policiais e os moradores da comunidade. Durante a juventude, ele foi rejeitado em 5 peneiras de grandes clubes.

Mas, a sua primeira oportunidade aconteceu no Alvorada, do Rio Grande do Sul. Depois, passou por RS Futebol, Juventude, Porto B (Portugal), Dinamo Moscou (Rússia), Fluminense, Milan (Itália) até chegar ao Paris Saint-Germain (França).

5 – Romário (Jacarezinho)

Uma referência no futebol brasileiro é o Romário, o Baixinho. Ele começou a carreira profissional em 1985 pelo Vasco da Gama e passou pelo PSV Eidhoven (Holanda), Barcelona (Espanha), Flamengo, Valência (Espanha), Al-Saad (Qatar), Adelaide United (Austrália), etc. 

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Foto: (reprodução/internet)

É um dos principais nomes da seleção brasileira quando o assunto são gols e títulos. Em 2007, ele marcou o seu gol número 1.000 na carreira, quando tinha 41 anos. Foi considerado o segundo melhor jogador do mundo pela FIFA em 1993 e o melhor do mundo em 1994.

O que pouca gente sabe é que a infância dele foi bem difícil. De Jacarezinho, ele foi para Vila da Penha. Jogou pelo Estrelinha, que é um clube fundado pelo pai. Foi para o futebol de salão. E em 1979 foi visto por um olheiro para ir para o Olaria, sendo artilheiro e campeão do infantil.

4 – Edmundo (Fonseca)

Edmundo viveu boa parte da infância em Fonseca, na região de Niterói. Ele começou no futebol através do futsal, no clube do bairro. Aos 9 anos, foi para o Vasco. Em 1982, ele teve uma passagem pelo futsal do Botafogo, mas foi expulso por andar nu na concentração.

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Foto: (reprodução/internet)

Talentoso, porém, ele cresceu no futebol. Logo, se tornou alguém que sustentava a casa e chegou a dizer, mais tarde que “foi muita coisa nas minhas costas”. Dentro de campo, mandava bem. Porém, desde cedo, com lesões. 

Em 1992 se profissionalizou no Vasco e em 2008 terminou a carreira no mesmo clube. Tem passagens importantes por Palmeiras, Flamengo, Corinthians, Fiorentina (Itália), Cruzeiro e pela seleção do seu país. 

3 – Ronaldo (Bento Ribeiro)

O Ronaldo teve uma infância pobre, mas sempre disse que não era miserável. Ele tentou treinar no Flamengo, no início da carreira, quando ainda era bem jovem, mas não conseguiu. O motivo? Não tinha dinheiro para pagar as 4 conduções até o clube.

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Foto: (reprodução/internet)

Então, foi para São Cristóvão, que era mais perto de casa. Aliás, o próprio clube deu dinheiro para custear as passagens. Aos 14 anos, teve o passe comprado por empresários. Passou por grandes clubes, mas foi no Cruzeiro que marcou a sua história – antes de ir para o exterior.

O Fenômeno, como é conhecido hoje, começou no Valqueire, jogando futsal e terminou no Corinthians, em 2011. É muito marcante com a camisa da seleção, sendo que jogou o sub 17 e o sub 23 antes de chegar no profissional.

2 – Adriano (Vila Cruzeiro)

O Adriano, Imperador, que tanto conhecemos é um dos que tem a história mais incríveis. Porque ele veio do coração da favela carioca. Ele viveu a infância toda na Vila Cruzeiro, que é uma das favelas consideradas mais perigosas do Rio.

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Foto: (reprodução/internet)

Chegou ao Flamengo em 1991, com 9 anos e foi destaque no futsal. Depois, foi para o campo e jogou como lateral-esquerdo. Mas, no último ano na base, ele já estava no ataque, isso com a visão do Carlos Alberto Torres, o Capita. 

Ficou dois anos parado, em 2014 e retornou ao futebol em 2016 para jogar pelo Miami United, na quarta divisão dos Estados Unidos. Porém, só participou de um jogo e marcou um gol de pênalti. Também tem passagens importantes pela seleção. 

1 – Garrincha (Pau Grande)

E não poderíamos terminar em grande estilo sem falar do Garrincha. Ele é de origem humilde, sendo que teve 15 irmãos e nasceu no distrito de Magé. A irmã o apelidou assim por ser parecido com um pássaro da região.

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Foto: (reprodução/internet)

O sucesso em campo era um contraste da vida social dele. Ele teve 9 filhas com a namorada da adolescência. Começou a namorar com Elza Soares em um matrimonio que durou 16 anos. Teve um filho com ela. Ele é pai de um filho sueco. Ao todo, somou 14 filhos na vida. 

No futebol, era um ícone. Jogou 614 vezes e marcou 245 gols pelo Botafogo. Além disso, passou por Corinthians, Flamengo, Novo Hamburgo, Olaria. E fez sucesso na Seleção Brasileira. 

Bônus 1: Renato Augusto (Maracanã)

Talvez seja o jogador citado aqui que tenha sido criado em uma região das menos pobres do Rio. Ainda assim, vale a pena contar a história dele. O Renato já vestiu a camisa da seleção. Ele nasceu em fevereiro de 1988. A infância foi dividida entre mudanças de um lugar para outro, especialmente, na rua Ibituruna. Ele via o Estádio Maracanã de lá, pela janela do ônibus, que pegava para ir para a escola. 

Hoje, ele tem o maraca tatuado no braço. Entre os vários convocados para a seleção, ele é um dos poucos que vieram de uma família de classe média e não pobre. Renato Augusto passou pelo Flamengo, Bayer Leverkusen (Alemanha), Corinthians e Beijing Guoan (china).

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