As travessias mais perigosas do Slackline Highline

O slackline é aquele tipo de esporte radical no qual a pessoa tem que se equilibrar sobre uma fita. No entanto, esse tipo de atividade tem crescido muito no mundo todo e a partir disso se dividiu em 5 grandes categorias. O slackline highline é o mais radical de todos. 

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A gente vai explicar melhor sobre cada uma das categorias. No entanto, antes disso, considere que todo praticante, ainda mais em fase inicial de aprendizado, deve passar pelas etapas de aprimoramento. Só depois de conhecer o esporte a fundo é que se deve mudar de categoria.

As travessias mais perigosas do Slackline Highline
Foto: (reprodução/internet)

O trickline

Esse é o formato mais tradicional e popular entre os slacklines. Ele é dinâmico e tem a sua dificuldade ligada ao tipo de manobra que o esportista escolhe fazer. Assim, dá para pensar em um público que vai dos mais iniciantes até os mais experientes. 

As travessias mais perigosas do Slackline Highline
Foto: (reprodução/internet)

O que não muda é que todos devem ter um bom preparo físico. Para praticar essa modalidade, a recomendação é que se tenha uma fita de 50 mm de espessura e tramada – para dar dinâmica e elasticidade nos movimentos. 

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Assim, monta-se um percurso de até 30 metros com cerca de 1,50 metro de altura. A fita é tencionada por catracas (power catraca). Hoje, essa modalidade está até na TV, já que é a que mais possui competições nacionais e internacionais. 

O longline

Essa próxima modalidade é aquela que mais se exige equilíbrio. O motivo você já deve ter notado: são longas travessias e até mesmo em caminhos improváveis. É isso mesmo: o desafio está em instigar o atleta a percorrer a fita.

As travessias mais perigosas do Slackline Highline
Foto: (reprodução/internet)

Até mesmo porque quanto mais longa é a fita, então, maior o desafio de ficar encima dela. O longline exige muito treino e que seja um processo gradativo. A respiração e a concentração se fazem importantes nessa hora. Por isso, é um esporte meditativo também. 

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O waterline

Essa próxima vertente do slackline é a prática que acontece sobre a água. Portanto, a gente pode dizer que talvez seja a opção mais refrescante, certo? Mas, cuidado porque tudo vai depender das condições da água e da sua altura, também. 

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Foto: (reprodução/internet)

A recomendação é que se use uma fita surfeline, que é para esse tipo de prática. E se você for iniciante, lembre-se sempre de usar os equipamentos de proteção, que pode variar conforme a distância das ancoragens.

O fitness slackline

Essa é uma modalidade nova no mundo todo, mas que tem ganhado novos adeptos a cada dia, também. O que ela busca é oferecer atividades funcionais para os praticantes, que podem fugir da monotonia das academias, por exemplo.

As travessias mais perigosas do Slackline Highline
Foto: (reprodução/internet)

A regra, quase sempre, está em usar uma base de 3 metros de comprimento e a partir disso fazer os exercícios com base no treinamento de cada pessoa. O treino tem uma base instável, o que pode trazer resultados bacanas para o corpo todo. 

O highline

E o highline, para terminar a lista de modalidades do slackline. Com certeza, é o que mais permite manobras impressionantes e chocantes. Assim, usa-se travessias bem altas, com percursos complicados e acima dos 10 metros. É algo assustador.

As travessias mais perigosas do Slackline Highline
Foto: (reprodução/internet)

Para praticar essa categoria é preciso mais do que coragem. Assim, também se recomenda o uso de fitas adequadas e equipamentos de segurança, sendo que eles são imprescindíveis e obrigatórios. E há acessórios exclusivos para essa categoria. 

As travessias mais perigosas do highline

Essa parte do texto é para citar alguns exemplos de travessias que são bastante incríveis e usadas pelos praticantes de highline. O mais legal é notar que não existe uma única travessia, como é o caso de montanhas ou vulcões. Até mesmo porque dá para criar várias delas. 

As travessias mais perigosas do Slackline Highline
Foto: (reprodução/internet)

Por outro lado, a maioria delas tem recordistas bastante ousados, que acabam praticando o esporte no que é chamado de “free solo” ou seja, sem proteção. O que, como sabemos, não é nada recomendável, está bem?

De todo modo, se você quer sentir um friozinho na barriga, continue lendo e veja a loucura que essas pessoas fazem, com base nas travessias mais perigosas do mundo. 

6. Parque Cascata do Avencal, no Brasil

Vamos começar falando de uma travessia que aconteceu logo nesse começo de ano, 2021. Ela foi feita por vários atletas de uma mesma equipe em um percurso de 170 metros. No vídeo abaixo dá para ver a natureza exuberante, com uma dose de adrenalina. 

A cascata fica em Santa Catarina, mais especificamente em Ubirici. Conforme informações da cidade, a altura de lá é de 100 metros em queda livre.

5. Ponte da Passagem, no Brasil

Em Vitória, Caio Salomão, quando tinha 27 anos (2015) fez uma travessia explorando o Espírito Santo. O seu percurso foi no alto da Ponta da Passagem, com 50 metros de altura e 17 metros entre a saída e a chegada. 

As travessias mais perigosas do Slackline Highline
Foto: (reprodução/internet)

O “passeio” foi autorizado pela Prefeitura local e aconteceu durante a madrugada para não atrapalhar o trânsito local. Caio é um atleta brasileiro de highline e tem mais de 60 projetos e travessias na carreira, em diferentes tipos de ambientes e fora do país.

4. Ilhas Itacolomi, no Brasil

Aqui no Brasil, a gente tem as Ilhas Itacolomi, em Balneário Piçarras, como sendo palco de alguns eventos de highline. Assim, a travessia é montada considerada duas ilhas em alto mar. Nas primeiras competições, apenas 4 participantes estiveram lá. 

Já em 2020 aconteceu o 2º desafio, conforme está no vídeo acima. Assim, 10 atletas escalaram a montanha para o desafio, em meio ao Oceano Atlântico e a cerca de 6 quilômetros da costa. A fita usada era de 2,5 centímetros e a distância foi de 55 metros, com 35 metros de altura.

3. Vulcão Yasur, em Vanuatu

Essa história também é recente e conta sobre um atleta chamado Rafael Bridi, um dos mais conhecidos do Brasil. Ele participou do programa Fantástico, da Rede Globo e fez uma travessia de slackline em um vulcão do Pacífico Sul.

O que se sabe sobre esse vulcão é que o monte fica na ilha de Tanna e tem 361 metros de altitude, com uma erupção recente, que aconteceu em 2012. 

2. Viaduto do Chá, no Brasil

No ano de 2019, outro brasileiro, o Angelo Maragno, bateu um novo recorde sul-americano de highline. Ele aproveitou a Virada Esportiva de São Paulo para percorrer 300 metros sobre uma fita de mais de 40 metros de altura. O recorde era de 180 metros. 

As travessias mais perigosas do Slackline Highline
Foto: (reprodução/internet)

A fita foi colocada entre os prédios da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a prefeitura de São Paulo, acima do Viaduto do Chá. Ele é da mesma equipe de Bridi, que citamos acima, chamada de Natural Extremo.

1. Squamish, no Canadá

Em agosto de 2015, Spencer Seabrooke, um canadense bem excêntrico, bateu o recorde mundial ao praticar o highline a 290 metros de altura. Isso mesmo: 290 metros de altura. Tudo aconteceu em Squamish, no Canadá, como você pode ver no vídeo abaixo.

Se você viu o vídeo deve ter notado que o mais impressionante é que o esportista se desequilibra logo no começo da atividade. Porém, ele consegue evitar uma queda fatal. Mesmo com o susto, ele continua e conclui o percurso. 

Os recordes de highline

Como nós vimos acima, existe um monte de recordes sendo quebrados a cada ano quando o assunto é highline. Aqui no Brasil, temos as nossas referências. Inclusive, a curiosidade: o próprio atleta, Bridi, renomeou a categoria como Lavaline. 

As travessias mais perigosas do Slackline Highline
Foto: (reprodução/internet)

O que seria isso? O slacklinke no vulcão. E ele tem a moral para fazer isso porque foi lá, no vulcão de Vanuatu, que ele bateu o antigo recorde do Guiness Book. O Yasur é um dos vulcões mais ativos do mundo e tem estudos mostrando que pode agir de novo, em breve. 

Sendo assim, esse é o último recorde que se tem notícia. Até mesmo porque ainda não existe um site ou plataforma que faz a menção e seleção dos últimos recordes batidos em cada uma das categorias de slackline. 

Referência francesa

Enquanto nós temos o Bridi como principal referência, saiba que o Nathan Paulin é outro nome conhecido no mundo todo. Ele é francês, nascido em 1994 e um slickliner especialista em highline. Em 2018, cruzou a Torre Eiffel para o Teleton. 

As travessias mais perigosas do Slackline Highline
Foto: (reprodução/internet)

Ele também tem vários recordes mundiais, como o comprimento de solo em 601 metros. E em 2019 cruzou uma linha entre dois arranha-céus com mais de 350 metros de altura. Essa foi considerada a travessia mais alta em um ambiente urbano.

Outro francês conhecido é o Théo Sanson, que também bateu recordes. Ele cruzou uma linha de 497 metros de comprimento entre dois penhascos no estado americano de Utah.

As mulheres no highline

E para fechar o texto, saiba que a teia de folga “Y2K” permitiu a criação de novos recordes e foi usada também para diminuir a diferença entre homens e mulheres. Isso porque é mais elástica e mais leve. A partir disso, Mia Noblet quebrou os próprios recordes.

As travessias mais perigosas do Slackline Highline
Foto: (reprodução/internet)

Em 2018, por exemplo, fez uma travessia de 1.020 metros de faixa sobre um fiorde na Noruega. Isso porque até 2014, o recorde era da Faith Dickey, com uma linha de 105 metros em Utah, nos Estados Unidos. Outro nome de referência é Laetitia Gonnon.