Rodrigo Pessoa vai à sua 7ª Olimpíada – conheça a trajetória do atleta brasileiro

O Rodrigo Pessoa não esteve nas últimas Olimpíadas, que aconteceu no Brasil, em 2016. No entanto, diferente do que muita gente pensava, ele continua no esporte e está mais vivo do que nunca. Isso aconteceu após a confirmação de que estará nos Jogos de Tóquio.

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Assim, o atleta brasileiro confirma a sua 7ª Olimpíada na carreira. Conforme a Confederação Brasileira de Hipismo, a CBH, a comissão técnica escolheu o Rodrigo e mais 3 (Luiz Francisco Azevedo, Marlon Zanotelli e Yuri Mansur) para representar o país nos Jogos de Tóquio.

Rodrigo Pessoa vai à sua 7ª Olimpíada - conheça a trajetória do atleta brasileiro
Foto: (reprodução/internet)

Quem é Rodrigo Pessoa

Rodrigo de Paula Pessoa nasceu em 29 de novembro de 1972 em Paris (França). Nelson Pessoa, o pai, foi um dos maiores cavaleiros do Brasil. Eles competiram juntos em Barcelona, no ano de 1992. Nesse ano, Rodrigo era o mais jovem de todos os participantes dos jogos.

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Foto: (reprodução/internet)

Em 1998, o Rodrigo foi eleito o melhor cavaleiro do mundo e depois assumiu a liderança do ranking mundial. No ano de 2005, ele ficou sabendo que era ouro nos Jogos de 2004 (Atenas), isso porque o irlandês Cian O’Connor havia sido desclassificado pelo antidoping.

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Outro fato importante na vida de Rodrigo pessoa é que ele foi o porta-bandeira da delegação brasileira na cerimônia de abertura de Londres de 2012.

O recorde de Rodrigo Pessoa

Com a façanha, o atleta consegue chegar ao feito do velejador Robert Scheidt e a jogadora de futebol brasileiro Formiga. Para quem não sabe, Rodrigo é de Paris, na França. Filho de Nelson Pessoa, ele tem a chance de aumentar os seus títulos, que são variados e importantes.

Rodrigo Pessoa vai à sua 7ª Olimpíada - conheça a trajetória do atleta brasileiro
Foto: (reprodução/internet)

Por exemplo, ele soma a medalha de bronze em saltos por equipe em Atlanta (1996) e em Sydney (2000). Além disso, tem o ouro de Atenas (2004), só que no salto individual. E em Pan-Americanos, ele tem a prata por equipe em 2011.

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Vale lembrar ainda, que além de não ter participado da competição no Rio, em 2008, durante os Jogos de Pequim, o cavalo dele (Rufus) testou positivo no exame antidoping (substância: nonivamida) e assim Rodrigo perdeu o quinto lugar no salto individual.

As mudanças no hipismo em Tóquio

Para esse ano, de 2021 (lembrando que os Jogos de Tóquio estavam marcados para 2020, porém, foi levado para 2021 devido a pandemia mundial da Covid-19), as equipes vão poder contar com 4 atletas, sendo que 3 deles serão titulares e um reserva.

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Foto: (reprodução/internet)

Além disso, as disputas por equipe também tiveram mudanças, sendo que os três resultados serão computados, sem descarte. Em edições passadas, os quatro conjuntos competiam e havia o descarte do pior resultado em cada rodada.

Por fim, uma última mudança é que a final por equipes será marcada por depois da disputa individual. O restante deve permanecer igual e o Pessoa terá sim uma boa chance de conseguir mais uma medalha para ele e para o país.

A equipe do Brasil no hipismo nos Jogos de Tóquio

A classificação dos brasileiros veio após a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019. Assim, a equipe está formada com Luiz Francisco Azevedo (Comic), Marlon Zanotelli (VDL Edgar), Rodrigo Pessoal (Carlitos Way) e Yuri Mansur (QH Alfons Santo Antonio).

Rodrigo Pessoa vai à sua 7ª Olimpíada - conheça a trajetória do atleta brasileiro
Foto: (reprodução/internet)

Como veremos abaixo, o que tirou o Rodrigo das Olimpíadas de 2016 foi o fato de ter ficado na reserva da equipe, o que não era aceitável para ele. Agora, nessa nova edição, como já vimos acima, não haverá reservas e todos serão titulares da equipe.

O histórico de participações de Rodrigo Pessoa em Olimpíadas

Você acabou de saber que o Rodrigo Pessoa terá 7 participações em Olimpíadas e que a primeira dela foi junto com o pai, em Barcelona, na Espanha, no ano de 1992. Correto? Mas, quais foram as colocações deles em cada um desses anos? Veremos abaixo, na listagem.

Rodrigo Pessoa vai à sua 7ª Olimpíada - conheça a trajetória do atleta brasileiro
Foto: (reprodução/internet)

O mais importante é notar que foi em 1996 (Atlanta), em 2000 (Sydney) e em 2004 (Atenas), que ele conseguiu as suas medalhas olímpicas. Veja só:

  • Barcelona (1992) – 9º no individual e 10º em equipes;
  • Atlanta (1996) – 9º no individual e 3º lugar em equipes;
  • Sydney (2000) – 27º no individual e 3º lugar em equipes;
  • Atenas (2004) – 1º lugar no individual e 9º em equipes;
  • Pequim (2008) – desqualificado (no exame antidoping do cavalo Rufus);
  • Londres (2012) – 22º no individual e 8º lugar em equipes;
  • Rio de Janeiro (2016) – Não classificou.

Ah, e sem contar que além de Olimpíadas e Jogos Pan-Americanos, ele também é tricampeão mundial de hipismo. O que faz dele um detentor de praticamente todos os grandes prêmios do hipismo no mundo. Ele é um orgulho do Brasil em todos os países. Veja mais disso abaixo.

Os mundiais de hipismo de Rodrigo Pessoa

E já em termos de mundiais, considere que aos 9 anos de idade ele já havia participado do seu primeiro campeonato, na Inglaterra, só que na classe pônei. Aos 12 anos, ele foi morar na Bélgica com a família e ganhou o prêmio nacional, também de pônei.

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Foto: (reprodução/internet)

Em 1992 veio o seu triunfo de ir para as Olimpíadas. Porém, isso não foi à toa. Ele havia vencido, naquele mesmo ano, a Copa do Mundo de Hipismo em Malines, no país que estava hospedado. Em 1996, venceu o Grande Prêmio da Alemanha, sendo o melhor cavaleiro.

Na Copa das Nações, ele ficou com o Bronze e com uma atuação impecável em três percursos perfeitos do Rodrigo. Em 1999, venceu outra Copa do Mundo, só que na Suécia. E em 2000, de novo, a Copa do Mundo. Venceu ainda competições em Roma e Helsinque.

A suspensão de Pequim

Apesar de ser um lado negro da história do Rodrigo, considere que isso lhe custou muito. A desclassificação pelo exame antidoping do cavalo Rufus resultou não apenas na retirada dele das provas, como também na suspensão do esporte por 135 dias e uma multa de 1285 euros.

Rodrigo Pessoa vai à sua 7ª Olimpíada - conheça a trajetória do atleta brasileiro
Foto: (reprodução/internet)

A substância encontrada no cavalo foi a nonivamida, um composto usado como aditivo alimentar ou que pode ser usado na medicina veterinária para promover o alívio da dor. No entanto, em animais de competição, o uso é proibido.

Já sobre os Jogos de 2016 houve bastante polêmica. Após ficar na reserva da equipe, ele não aceitou a participação nos Jogos e não disputou os jogos. “A partir do momento que o técnico decidiu que não podia contribuir, eu preferi deixar o meu lugar a outro jovem talento”.

Porém, o Rodrigo Pessoa nunca morou no Brasil

Aqui entra um fato curioso. Apesar de ser brasileiro, saiba que o atleta nunca morou no Brasil. A gente vai explicar melhor isso. Os país são brasileiros, do Rio de Janeiro. Porém, ele nasceu em Paris, na França.

Rodrigo Pessoa vai à sua 7ª Olimpíada - conheça a trajetória do atleta brasileiro
Foto: (reprodução/internet)

Assim, sempre treinou em outros lugares – que não aqui. Ainda assim, aos 18 anos optou pela cidade brasileira e se tornou atleta brasileiro. O mais próximo que ele teve do Brasil foi entre os anos de 2000 e 2001 quando competiu pelo Regatas Vasco da Gama.

A morte de Baloubet Du Rouet

Em 2017, um dos assuntos mais falados do hipismo nacional foi a morte do cavalo Baloubet, que é o mais famoso do país. Ele morreu em agosto e era montado por Rodrigo Pessoa. Ele ficou conhecido por refugar 3 vezes em Jogos Olímpicos e tirar a chance de medalhas do Brasil.

Rodrigo Pessoa vai à sua 7ª Olimpíada - conheça a trajetória do atleta brasileiro
Foto: (reprodução/internet)

Refugar – é um verbo que indica que o cavalo se recusa a entrar no curral, a obedecer ou a continuar andando. Apesar de o Baloubet ter feito isso em 3 ocasiões, vale lembrar que ele se redimiu em 2004 e trouxe o ouro para o país.

Assim, ele é o único cavalo campeão olímpico brasileiro. Só que depois desse ano, ele se aposentou. Sendo que em 2006 passou a ter a única função de “reprodutor” e somando mais de 2 mil filhos espalhados em vários países, inclusive, no Brasil.

Quem foi Nelson Pessoa

Lá no começo do texto, a gente falou sobre o pai do Rodrigo Pessoa, o Nelson. Saiba que ele também foi especializado no hipismo de saltos. Ele é de 16 de dezembro de 1935 e é nascido no Rio de Janeiro (RJ). Foi chamado de Neco, sendo um dos maiores cavaleiros do país.

Rodrigo Pessoa vai à sua 7ª Olimpíada - conheça a trajetória do atleta brasileiro
Foto: (reprodução/internet)

Ele chegou a disputar 5 edições dos Jogos Olímpicos como atleta, inclusive, com o filho, em 2992. Já nos anos seguintes, em 1996 e 2000, ele foi o treinador da equipe brasileira que ficou com a medalha de bronze nessas edições. 

Fora isso, no entanto, a melhor classificação que conseguiu foi um 5º lugar em Tóquio, nos anos de 1964. Coincidência ou não, essa pode ser mais uma das boas chances para o Rodrigo Pessoa trazer outra medalha para o país – justamente em Tóquio. 

Para saber mais do Rodrigo Pessoa

Se você gostou da história desse cavaleiro brasileiro, leve em conta que dá para acompanhar uma parte da vida dele (pessoal e profissional) pelo Instagram, que é onde ele publica fotos e vídeos do seu dia a dia. 

Inclusive, lá ele informou sobre a sua convocação para compor a equipe de cavaleiros do país nessa próxima edição dos Jogos Olímpicos.