Remama: projeto esportivo para reabilitação de pacientes com câncer de mama

Estudos confirmam que esporte acelera o processo de recuperação de pacientes que têm ou já tiveram a doença.

O Remama é um projeto criado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, em parceria com a USP e a Secretaria de Estado da Saúde, e busca trazer o esporte para pacientes que tiveram câncer e que, agora, passam pela fase de reabilitação. Pacientes que estão passando pelo tratamento também têm direito a participar.

Foto: (reprodução/internet)

O projeto foi iniciado ainda em 2013 e tem como objetivo incentivar as mulheres que passam ou passaram pelo câncer de mama à prática esportiva. A iniciativa acredita que o esporte traz benefícios tanto para a saúde física quanto para a saúde psicológica, uma vez que o câncer mexe muito com essas duas áreas.

A mudança da aparência física é o principal motivador de desânimo para mulheres que estão passando pelo câncer de mama ou que já passaram por ele. O projeto visa manter essas mulheres motivadas positivamente.

Dados científicos comprovam que pessoas alegres têm uma imunidade maior à doenças e, também, menos propensão a desenvolver doenças psicológicas, como a depressão.

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Como funciona o Remama?

Pacientes com câncer que estão passando por tratamento (como cirurgias, quimioterapia e radioterapia) ou que já passaram por essa fase e, agora, estão no estágio de reabilitação, podem fazer parte do Remama.

O projeto leva essas mulheres para a Raia Olímpica da Cidade Universitária para a prática de exercícios, que constituem principalmente atividades de remo. Na primeira fase, essas mulheres passam por exercícios ainda em solo, em aparelhos de academia que simulam a remada utilizada em água.

Após isso (o tempo varia para cada paciente), as mulheres que já sabem nadar são enviadas para a Raia Olímpica comentada acima. Elas usam equipamentos de proteção individual (como coletes salva-vidas) e podem iniciar em canoas individuais.

Já para as que não sabem nadar, iniciam em canoas para 4 ou 8 pessoas. A atividade de remada (que também traz o nome ao projeto) não foi escolhida aleatoriamente para as pacientes. 

Médicos oncologistas afirmam que o aumento da resistência muscular e aumento da força em músculos próximos aos locais afetados pelo câncer trazem melhoras no processo de recuperação física do local.

A remada fortalece vários grupos musculares, mas têm ênfase nos músculos do peito e costas.

Qualidade de vida para as pacientes

Ser diagnosticada com câncer é um ‘baque’ na vida de qualquer pessoa. O câncer de mama é o que mais ocorre em mulheres do mundo todo, sendo seguido pelo câncer de colo de útero.

Durante o processo de tratamento, muitas mulheres precisam realizar a mastectomia, cirurgia que faz a remoção parcial ou total das mamas com câncer.

Porém, nem sempre o processo para por aí. Muitas dessas mulheres ainda precisam realizar sessões de radioterapia e quimioterapia, que, entre outras coisas, provocam a queda dos cabelos.

Isso traz um impacto negativo na saúde física e psicológica da mulher. O projeto Remama busca trazer maior qualidade de vida para as mulheres que passam por essa fase da vida.

O aumento da autoestima provocado pelo projeto é o principal motivador para as mulheres continuarem na batalha contra esse tipo de câncer. 

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