Neymar divide a Europa entre Amor & Ódio

Muitos tem saudade e outros sonham em tê-lo, mas não é pequeno o número daqueles que o querem bem longe. Neymar, o homem que divide a Europa, nunca escondeu sua personalidade forte, e ela sempre entra em campo com o astro do PSG. Ela gruda na pele em forma de tatuagens, faz sua cabeça com os mais diversos e excêntricos penteados, e, sem deixa-lo de lado, o segue para fora dos gramados conturbando sua nada simples vida. Como se não bastasse todo escândalo dos últimos meses, Neymar se torna protagonista de cenas fortes nos estádios franceses.

Ney, como é carinhosamente chamado por seus amigos, tem dividido a Europa entre o amor e o ódio das torcidas. O que antes era exclusividade dos adversários, agora toma conta de uma grande parte da torcida do Paris Saint Germain, que estendeu faixas hostilizando o craque e demonstrando todo seu repudio ao jogador. Além das frases, a torcida também esboçou alguns trechos cantados do que poderia ser uma despedida trágica do PSG.

Neymar divide a Europa
Faixa pede saída de Neymar do PSG: “Vaza daqui” (Getty Images)

Enquanto isso a briga esquenta na Espanha pela volta do ídolo da Catalunha aos gramados espanhóis. Real Madrid e Barcelona, eternos rivais dentro e fora dos gramados disputam o passe do jogador mais polêmico da atualidade. A quem diga que essa disputa se restrinja somente ao foco nos gramados e a sede por títulos, mas não é preciso ser fã de um desses gigantes mundiais para saber que tudo isso vai muito além das 4 linhas. Essa disputa teve seu início muito antes, em um período de briga por fronteiras.

“El Clásico” o jogo que divide a Espanha, Europa e o Mundo!

O futebol apresentado por Barcelona e Real Madrid nas últimas décadas tem polarizado o globo. O “El Clásico”, como é chamado na Espanha, assim como Neymar, divide a Europa levando praticamente todos os apaixonados por um bom futebol a terem dois times no coração. Se não dois no coração, um no coração e outro no discurso. Isso porque, próximo ao clássico, principalmente na Champions League, esse é o assunto número um no meio esportivo. Basta procurar na memória alguns dos últimos grandes jogos, e, certamente, Messi ou CR7 estão liderando uma das equipes.

Não é de se estranhar que a rivalidade tem feito do “El Clásico” o jogo mais assistido do planeta. Mas por outro lado, essa disputa entra em campo instigada pela independência da Catalunha. Mesmo que indiretamente, o Barcelona sempre foi um forte símbolo da luta do povo catalão para essa conquista. E enquanto isso, o Real se fortalecia ainda mais como um clube da capital, fazendo um contraponto ao rival blaugrana.

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A história poderia terminar ai. Porém, relatos da época afirmam que, durante a ditadura espanhola, “El General” (o ditador) quis utilizar o crescimento do time da rainha como uma forma de afirmação do poder e força da capital, principalmente por conta dos dois grandes clubes espanhóis da época serem o próprio Barcelona e o Athletic Bilbao (clubes que representavam a Catalunha e o País Basco, respectivamente).

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