Todos esses jogadores de futebol que nunca foram expulsos na carreira

Hoje em dia, um jogador de futebol pode atuar até que tenha condições físicas para isso. Só que muito mais do estar em campo, o que importa é o quanto ele ajuda a equipe a vencer. Há aqueles que são tão incríveis que jogam limpo o tempo todo. Eles são fair play.

ANÚNCIO

Essa listagem foi criada pela UEFA. Portanto, pode ser que tenha alguma defasagem se a gente considerar outros continentes fora da Europa. Ainda assim, se torna uma lista interessante porque é atemporal e traz nomes atuais assim como alguns de décadas passadas. Confira!

Todos esses jogadores de futebol que nunca foram expulsos na carreira
Foto: (reprodução/internet)

Jan Popluhar (de 1955 até 1979)

Se você se lembra desse jogador é porque você está ficando velho. Brincadeiras a parte, Jan foi um exemplo de jogador fair play desde a década de 50. Ele nasceu na Tchecoslováquia e jogou por clubes de seu país, além do Lyon, da França e terminou a carreira na Áustria.

Ele fez parte da “Seleção do Resto do Mundo” que jogou contra a Inglaterra em 1963 em comemoração ao centenário da Football Association. Foi eleito o melhor jogador do país dos anos 50 pela UEFA e tem prêmios por isso. Sem cartão vermelho em mais de 360 jogos.

ANÚNCIO

Andrej Kvasnak (de 1956 até 1978)

O tchecoslovaco começou a vida no Dukla e passou por quase uma dezena de clubes. Chegou a jogar na Bélgica também. Fez 13 gols pela Seleção e morreu em 2007, em Praga, de causas naturais. Mas, deixou sua história marcada no futebol.

Ele foi eleito o jogador do século pelo Sparta e chegou à final da Copa do Mundo de 1962. Ao todo, ele fez 433 jogos pelo clube e além de não ter recebido cartões vermelhos ainda ajudava os árbitros a manter o jogo limpo e tranquilo.

Giorgos Sideris (de 1958 até 1972)

Alguns nomes dessa lista serão desconhecidos pela maioria dos leitores. Giorgos é um deles. O grego que jogava como atacante marcou época e presença em clubes como o Olympiakos e o Royal Antwerp. Além da Seleção da Grécia também, ele foi artilheiro 3 vezes do nacional.

ANÚNCIO

Fora isso, tem 224 gols pela Liga. Foi também o primeiro futebolista grego a jogar no futebol internacional, atuando pelo Antwerp, da Bélgica. Tinha um ótimo poder físico, mas nunca foi expulso, sempre jogando de forma legal.

Dudu Georgescu (de 1969 até 1988)

Agora temos um romeno na lista e ele sempre atuou pelos clubes do seu país, além da Seleção. O clube de maior destaque foi o Dinamo e ainda fez parte do elenco da Seleção que venceu a Finlândia por 9 a 0 em uma goleada histórica da década de 70.

Era visto como um cavalheiro dentro de campo – e fora dele também. Venceu vários campeonatos nacionais, taças e ainda levou a Bota de Ouro de 1975 e 1977. E a vida toda foi marcada pelo fair play, sem cartões vermelhos.

Dinos Kouis (de 1970 até 1991)

Outro jogador antigo, da lista dos não tão conhecidos e que jogou no futebol grego é Dinos. Ele atuou no meio campo deo Agrotikos e do Aris. Além de vestir a camisa da Seleção Grega também. Foi o melhor jogador da história do Aris, durante 17 anos no clube.

Ele tem 142 gols em 473 jogos do campeonato nacional. E até hoje é o melhor marcador. Sem contar que era um exemplo de liderança e de jogo regular, sem cartão vermelho também.

Michel Platini (de 1972 até 1987)

Esse nome não é novidade para ninguém. O francês mais famoso do mundo (ou um dos mais famosos) atuava no meio-campo e jogou por clubes franceses, como Nancy e Saint-Etienne, além do italiano Juventus. Também marcou presença na Seleção da França.

Na lista de prêmios individuais, ele tem conseguiu estar sempre na lista de melhores jogadores do mundo, como em 1984 e 1985 na eleição da World Soccer. Também foi o melhor jogador da UEFA Euro de 1984. E considerado o melhor meio-campista ofensivo da história.

Ainda foi artilheiro da Serie A, da Taça dos Campeões e da UEFA Euro. Além de tudo isso, tem mais de 650 jogos na carreira e nenhuma mancha disciplinar. Ou seja, não participou de brigas e não foi violento em nenhuma cena. Resultado: sem cartão vermelho.

Dominique Rocheteau (de 1972 até 1989)

No mesmo ano em que o Platini se profissionalizou, o Dominique também seguiu o mesmo caminho. No entanto, o francês chamado de Anjo Verde teve um pouco menos de sucesso. Ainda que tenha jogado em clubes como o Saint-Etienne e Toulouse.

Curiosamente, é considerado o maior artilheiro do Paris SG. Mas, depois foi ultrapassado pelo Pauleta. Foi vice-campeão da Liga dos Campeões da UEFA em 1976 e ajudou a França a levar a Euro de 1984. Teve apenas 3 cartões amarelos em mais de 570 jogos. 

Maxime Bossis (de 1973 até 1991)

O Maxime era um jogador nascido na França. Ele atuou pelo Nantes, pelo Matra e voltou para encerrar a carreira no Nantes. Jogou por 10 anos pela Seleção também. Foi um defensor muito idolatrado na década de 70 pelo carisma e fair play.

Em mais de 700 jogos, ele teve apenas 4 cartões amarelos e nada mais.

Gary Lineker (de 1978 até 1994)

Lineker é um britânico (Reino Unido) que atuou de forma profissional desde 1978, começando a carreira no Leicester City. Depois, ainda passou por Everton, Barcelona, Tottenham, Nagoya. Também jogou pela seleção da Inglaterra. Foi o artilheiro da Copa do Mundo de 1986.

Além disso tem artilharia no campeonato inglês da primeira e segunda divisão. Foi considerado o melhor jogador do futebol inglês de 1986 e 1992. Além de ter sido o 3º melhor jogador do mundo pela FIFA em 1991. Mas, ele chama a atenção por outro prêmio: FIFA Fair Play de 1990.

Na prática, isso quer dizer que além dos 271 gols em 567 jogos na carreira, Lineker também nunca foi expulso de campo. Só que tem mais um detalhe: nem cartão amarelo ele levou em algum desses jogos. Por isso, é um ícone do futebol fair play no mundo todo.

Marco Bode (de 1988 até 2002)

Marco é aquele jogador que teve história mais curta no futebol. O canhoto nascido na Alemanha Ocidental sempre jogou pelo Werder Bremen, do seu próprio país, além de ter passagens pela Seleção. Assim, ele ocupou as áreas da lateral e meio do campo.

Venceu títulos nacionais e internacionais, como a UEFA. Ele cumpriu a sua carreira de forma exemplar também na área educacional. Foi finalista da Copa do Mundo de 2002 e teve apenas 13 cartões amarelos em mais de 500 jogos.

Raúl González (de 1994 até 2015)

Raúl é aquele jogador que marcou história no Real Madrid. Ele é um espanhol que também passou pelo Schalke 04, pelo Al-Sadd e pelo New York Cosmos. Ao todo, na carreira, tem 839 jogos profissionais e 363 gols marcados. Sem contar os 44 gols pela Seleção Espanhola.

Foi artilheiro da La Liga em 1999 e 2001. Além de ter sido o artilheiro da Liga dos Campeões da UEFA em 2000 e 2001. É considerado o melhor atacante da UEFA em 2000, 2001 e 2002. Só que não é somente essa atuação com gols que chama a atenção do craque merengue.

Na verdade, apesar de ter sido o primeiro jogador a marcar em duas finais da Champions League e ser o segundo maior goleador da história do Real Madrid, ele nunca levou um cartão vermelho dentro de campo. É um atacante lendário, histórico e um ótimo exemplo, né.

Damien Duff (de 1996 até 2015)

De toda a lista que temos aqui, talvez esse seja o nome menos conhecido. No entanto, o irlandês tem uma história muito bonita no futebol. Ele começou a vida profissional em 1996 pelo Blackburn e passou pelo Chelsea, Newcastle, Fulham, Melbourne e Shamrock.

A carreira da juventude se deu pelo clube do seu país, o St. Kevin’s Boys. E entre 1998 e 2012 ele jogou pela Seleção da Irlanda também. Tudo isso sem um cartão vermelho na história. Assim, ele se torna um ótimo exemplo de jogador fair play, com mais de 700 jogos em 19 anos.

Aaron Hughes (de 1997 até hoje)

Com 41 anos, Aaron ainda é um jogador em atividade. Inclusive, está na lista dos mais velhos em campo e curiosamente um dos únicos sem cartão vermelho na vida. Ele começou a carreira no Newcastle e passou por Aston Villa, Fulham, Melbourne e Heart of Middlothian.

O britânico do Reino Unido também joga pela Irlanda do Norte desde 1198. Só que além de tudo isso, há uma curiosidade: ele é um jogador defensivo, que atua como zagueiro, o que quer dizer que, geralmente, leva para casa alguns cartões vermelhos, certo? Não o Aaron.

Andrés Iniesta (de 2001 até hoje)

Iniesta é um dos jogadores que ainda pode receber um cartãozinho vermelho porque ainda está atuante no futebol. Só que se a gente considerar que desde 2001 ele atua como profissional e até aqui nunca levou o cartão em jogo, então, já temos um fato histórico.

O meio-campista espanhol sempre jogou pelo Barcelona, só que em 2018 mudou-se para o Vissel Kobe, do Japão. É considerado um dos melhores jogadores da Copa do Mundo de 2010, o melhor da Champions de 2012, Bola de Prata da Copa das Confederações de 2013.

Sem contar que em meio a tantos troféus e prêmios, ele nunca levou o cartão vermelho, mesmo considerando os mais de 750 jogos em todas as competições, nacionais e internacionais, além dos jogos pela Seleção Espanhola.

Karim Benzema (de 2005 até hoje)

Ainda na lista de jogadores jovens, que ainda continuam em campo, nós temos o francês Benzema. Ele tem 33 anos e está no Real Madrid desde 2009. Antes disso, jogou no Lyon. Também é um atleta conhecido na Seleção do seu país.

Entre os prêmios individuais, ele tem o de melhor jogador da Ligue 1 de 2008, sendo artilheiro no mesmo ano. Também foi o jogador francês em 3 ocasiões. Ele é o francês com mais gols pelo Real Madrid e na Liga Espanhola, sendo que tem 649 jogos na vida toda.

Uma curiosidade é que ele tem origem argelina. Outra curiosidade sobre o atleta é que ele nunca foi expulso de campo, nem por mal comportamento, nem por agressão ou algo que significasse um cartão vermelho.

João Moutinho (de 2005 até hoje)

Outro jogador que é muito atual, novo e sem cartão vermelho é o português João Moutinho. Com 34 anos, ele começou a vida pelo Sporting e logo chegou ao Porto, Mônaco e atualmente está no Wolverhampton. Também joga pela Seleção Portuguesa.

Ele é considerado um dos 100 melhores jogadores do ano de 2012 conforme a revista The Guardian. Ele tem um registro disciplinar incrível, sendo que tem mais de 650 jogos na carreira, sem falar dos sub-21 e sem cartão vermelho.